terça-feira, 23 de setembro de 2008

ah1

Um dia você vai acordar sozinho e perguntar o que talvez fosse possível fazer sem que ninguém percebesse sua tristeza.
E eu? Vou dizer que foi uma decepção perceber que nos não estávamos juntos. Que seus gostos eram iguais aos meus pesadelos, que sua boca não me fazia tanta falta quanto seu coração.
Parece que a alma pesa mais que o céu, escuro e estranho a olhos puros, suave e doce aos seus olhos. Custa tanto lhe dizer que sua maldade foi tamanha ao ponto de me fazer chorar, de ódio.
O que transborda em mim é um desejo louco por sangue, fazer você sentir minha pele suave e em um beijo ver seus olhos secos, e na manha seguinte o choro de quem sinta sua falta.
Já lhe falei que seu doce amor me fez pensar que nunca estaríamos mornos nem calmos, que a selvagem sensação de nossos atos trazia suor e gemidos a tona. Mas você sabe o poder que tem sobre mim, então saiba, que o me faz lhe desejar, é o simples fato de amar a dor, que amaldiçoa a solidão e o perdão.

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