terça-feira, 23 de setembro de 2008

ah2.2

To me sentindo sozinha, sozinha e sozinha, mas eu sei que passa, amanha vai ser um longo dia sem poder fumar um cigarro, não dentro da clinica de reabilitação. Não sou eu a interna, infelizmente, dizem que lá as pessoas não tem nenhum minuto livre pra se sentirem sozinhas e com vontade de usar drogas.
Deve ser pra isso que existe família, pra um lá encher a cara durante 30 anos e depois esperar que os parentes venham lhe visitar num puta fim de mundo enquanto o sujeito ta alegrão dopado e pescando.
Arrependida de ter dormido o dia inteiro e agora a noite ficar vagando pela casa vazia e cheia de poeira, areia, sei lá. O chão ta quebrando, fico lembrando de quantos anos da minha vida passei aqui nessa casa enorme e não dei valor pro azulejo cinza quando era inteiro. Os moveis rústicos e antigos continuam iguais, as almofadas de couro estão corroídas e muito secas pelo tempo que estão aqui. São as mesmas janelas, mas as trancas mudaram, os mesmos lustres antigos e rústicos em forma de flor nos quartos e um em forma de roda de carroça enorme na sala, é uma casa gelada mesmo no verão.

Nenhum comentário: