terça-feira, 18 de novembro de 2008

ultima madrugada;

Não sei se observo as imagens sem nexo de um romance ou a minha face pálida no espelho, se procuro por um cigarro mais forte ou por um filme menos romântico; se desejo um motivo em meu ventre ou um nome em minha pele.
Não desperdiçarei papel nenhum, com idéia alguma. Sei que cansarei meus olhos esperando o nascer do sol e quando não tiver nem mais pele em meus lábios, vencida pelo cansaço adormecerei em algum canto, pois evito minha própria cama, evito tudo que ela possa me lembrar.
Percebo meus pés estão frios, mas não tento compara-lo com nada. Não quero uma rima, pois a única que ousaram tanto rimar com Dor hoje se apaga sem nenhuma lembrança.
O que parece normal, é que no fim dos romances que assisto, sempre tem a morte como ultima cena.

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